Estar ao lado de alguém é uma escolha. Relacionamentos, partilhas e entrega

Estar ao lado de alguém é uma escolha.

Partindo deste pressuposto, a vida a dois é uma constante cedência e procura do equilíbrio face à diferença entre personalidades, valores pessoais, comportamentos e necessidades.

Para um relacionamento servir ambas as partes é necessário adotar uma atitude positiva e proactiva. A saber que, quando escolhemos amar alguém, o outro fará o mesmo e, em sintonia, ninguém dá a mais ou a menos, a não em casos de toxicidade dentro da relação.

Em primeiro lugar vou enunciar alguns problemas e desafios que surgem:

  • Problema 1: Falta de interesse, interação e comunicação – O tempo que dispõem para viver e conviver já não é uma prioridade, surgem conflitos e exigências entre as partes. Ou existe diálogo e é pobre em conteúdo, ou já não existe diálogo sequer.
  • Problema 2: Emoções ao rubro – Todos os temas geram discussão? Há muita energia e negatividade no ar? Deixou de existir harmonia e a paciência é maior do que a capacidade de pensar antes de agir.
  • Problema 3: Falta de procura e desejo sexual – O afeto, o carinho e sobretudo o sexo, são indicadores básicos da qualidade de uma relação. Se não houver intimidade, isto reflete na qualidade e satisfação da relação.

Mas afinal qual é a melhor atitude a adotar num relacionamento? E a que conclusões podemos chegar?

Todas as ações geram reações: ao escolhermos agir de determinada maneira, iremos obter uma consequência através do comportamento do outro. Aqui a escolha é nossa: pensar antes de agir e escolher qual a melhor atitude a tomar. 

Quando decidimos assumir um relacionamento, aceitamos as consequências. E todas são deliberadas, quer sejam, as partilhas, os compromissos, as dores do crescimento dentro da relação e até mesmo a entrega pessoal à outra pessoa. Aqui considera-se, também, que cada um de nós tem liberdade para ser autónomo, independente e diligente para com os seus objetivos pessoais e individuais. Apenas deve ser entendido que um relacionamento advém da complementaridade dos seus pares.

Então quais são as medidas que se podem implementar se queremos melhorar a nossa relação?

  1. Perceber se os incómodos, por mais pequenos que sejam, são relevantes para criar mal-estar. A conversa aberta sobre os temas desestabilizadores, ajudam a tomar consciência – sem esforço e de mútuo interesse.
  2. Reservar tempo de qualidade para namorar, mesmo que existam filhos fruto da relação. Manter a intimidade a dois é tão ou mais importante do que realizarem tarefas em conjunto.
  3. Não idealizar ou tentar moldar o outro à nossa maneira de estar, cada ser é individual, e é importante aceitar o outro tal como ele é.
  4. Agradecer, elogiar e pedir desculpa, sempre que for necessário. Estes gestos enaltecem o melhor que há em nós e no parceiro, permite que a comunicação flua, e que o outro nos retribua de igual forma.
  5. Surpreender. Ter a iniciativa de surpreender com mimos, rejuvenesce a relação.
  6. Se a relação é importante e ambos estiverem de acordo, pedir ajuda a profissionais, para auxiliar na resolução de problemas.
Sandra Pereira
Sandra Pereirahttps://www.sandrapereiracoaching.blogspot.com
Olá sou a Sandra. Adoro escrever e por isso publiquei o meu primeiro “filho” há 3 anos: Contos Metafóricos – um compêndio de pequenas histórias, onde o objetivo é educar as emoções de jovens e adultos. Sou Life Coach; Formadora de Gestão Emocional; escritora e uma apaixonada por plantas e por gastronomia.

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