3 tipos de sexo que precisas de conhecer

Os 3 tipos de sexo que precisas conhecer

Por: Catarina Louçada

Os 3 tipos de sexo que precisas conhecer

O prometido é devido e como partilhei contigo neste artigo, está na altura de falarmos em menus disponíveis. Ou seja, os tipos de sexo que tens mesmo de experimentar antes da velhice profunda (e não me refiro à idade, claro!). Como este assunto merece a nossa máxima atenção – afinal, estamos a falar de um prazer natural e saudável – vamos já directas ao assunto. No final, falamos um pouco sobre “como explicar ao parceiro o que ele tem de fazer”, que tal?

  1. Fazer amor

Este tipo de sexo na verdade nem sequer é sexo (e já vou explicar porquê). Este tipo de sexo é uma partilha, uma caminhada mais longa desde o aquecimento até ao orgasmo. Estão aqui em casa detalhes como um olhar profundo, um toque suave, um conhecer cada detalhe da pele do parceiro… respiração mais lenta, calmo… o objetivo não é o prazer, mas a partilha.

É um momento só dos dois, em que se encontram de uma forma em que um simples olhar comunica mais do que muitas conversas de duas horas. E, pronto, a maioria dos homens não percebe esta linguagem. E, para ajudar à festa, a maioria das mulheres prefere esta modalidade. Pimba! Tudo para correr bem, certo?

Até que sim! Nesta modalidade, o prazer é uma consequência, o orgasmo é mais vaginal do que clitoriano, sentes-te mais energizada, empoderada e plena. É normal que seja uma das modalidades apreciadas… não necessariamente a mais apreciada. É como comer canja todos os dias: é reconfortante mas ninguém merece estar sempre em modo tão… tão… amoroso, vá.

Como qualquer dieta saudável, deve ter um pouco de tudo e os outros tipos de sexo também são valiosos. (há aqui excepções mas são tão raras que deixamos para outra oportunidade)

Como o “fazer amor” é muito emocional, a maioria dos homens distrai-se rapidamente e volta ao modo “ação intensa” do sexo-sexo (que vamos ver em seguida).

2. O sexo-sexo

É mais intenso, mais activo. Maioritariamente, orgasmos clitorianos que geram aquela típica sensação de cansaço temporário. Tem um ritmo mais acelerado, os preliminares não são uma prioridade e existem apenas para “activar a função sexo” nos parceiros. Simples e eficaz para prazer de consumo rápido, é como comer um doce: sentes um boost de energia (neste caso, durante o sexo) e em seguida um cansaço (neste caso, a seguir ao orgasmo). Ideal para a maioria dos homens, as mulheres acabam por permitir ficar reféns desta modalidade.

Claro que esta versão não proporciona, regra geral, o prazer (merecido) à mulher. Na grande maioria dos casos, a mulher não atinge orgasmo ou, atingindo, tem a ver com uma acção rápida e desligada do homem – por exemplo, alguma masturbação. Como quem cumpre uma obrigação de calendário para poder depois ter o seu orgasmo em paz.

Confesso que a percentagem de mulheres refém deste tipo de sexo me surpreendeu bastante. Não me tinha apercebido do facto de o prazer da mulher ser tão reduzido a uma obrigação, na melhor das hipóteses. É verdade que a mulher demora muito mais tempo – regra geral – a atingir o orgasmo. Mas isso não faz com que tenha de ser feito assim.

Na maioria dos casos, a demora tem origem em alguns bloqueios emocionais e receios ou desconfortos. Se a mulher quiser trabalhar isso e tiver um parceiro à altura, consegue tanto ou mais que o homem. (como em tudo na vida, digo eu, nada suspeita…) Este é o típico “sexo de calendário” que acontece porque “é sabado” ou “já há muito tempo que não fazemos”. Eles ficam satisfeitos e elas ficam despachadas.

3. O sexo-selvagem

Aqui, o prazer é fruto da aventura, da brincadeira, da diversão. É um sexo com regras estipuladas pelo casal, ritmo estipulado pelo casal e tudo estipulado pelo casal. Quando não é estipulado em conjunto mas sim por apenas um dos elementos, é sexo-sexo, embora com alguma inovação.

Aqui, a grande diferença não é o facto de poderem experimentar posições ou velocidades mais radicais. (já para não falar de acessórios e coisas que tais!) A grande diferença surge porque esse ritmo e regras são partilhados porque apetece a ambos. É um sexo pelo prazer e a partilha é consequência. (ao contrário do “fazer amor” em que o prazer é consequência de uma partilha intensa)

Neste sexo, os únicos limites são definidos pela vontade e conforto de cada parceiro. Os preliminares começam na conversa sobre a ação ou na preparação dos elementos a usar. É um sexo mais dinâmico e cansativo, em que são explorados limites e especificidades. Também aqui queremos conhecer o corpo do parceiro, mas não pela partilha. Queremos diversão, prazer, luxúria.

Qual deles o melhor? Não sei, ninguém te pode dizer isso. Só tu podes decidir isso. O que te posso dizer é que o pior parece-me ser o sexo-sexo. Cumprir calendário numa coisa que deve ser prazeirosa, desmotiva e afasta-nos deste recurso. Primeiro, começa por perceber o que já experimentaste. Em seguida, analisa qual praticas mais vezes. Por fim, avalia se é o que queres para a tua vida.

Uma ressalva importante: é claro que há muitas e felizes excepções a estas rotinas de casais e há cada vez mais mulheres a usufruirem do sexo com prazer e liberdade. Esta mensagem, obviamente, não é para elas. É para todas aquelas que não desabafam e por isso não sabem que ainda são a maioria.

Os 3 tipos de sexo que precisas conhecer.

Se gostaste deste artigo lê mais da Catarina aqui

A Sugestão da CutxiCutxi: Raspadinhas Kamasutra

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.