Oito dicas infalíveis para comunicar melhor no seu relacionamento

Não existe relação sem comunicação, e não se constroem bons relacionamentos sem existir uma boa comunicação.

Mas o que é comunicação?
Comunicar exige a existência de dois ou mais indivíduos, que possam trocar mensagens em si, independentemente do canal e meio utilizado, coexistindo num contexto social. Para além da função da mensagem a transmitir, é muito importante ter em conta a forma como se transmite o assunto, de forma a não criar conflito ou expressar o pior cenário daquilo que realmente se quer partilhar.

De um modo holístico a comunicação reúne uma panóplia de funções:
1. Informar
2. Motivar, inspirar e eliciar bons comportamentos
3. Persuadir por via da negociação ou manipulação de informação
4. Entreter
5. Mediar conflitos e encontrar soluções
6. Formar e ensinar
7. Expressar emoções, narrar acontecimentos ou histórias
8. Regular ou controlar através de normas ou regulamentos

Então de que forma a comunicação pode prejudicar um relacionamento?
A primeira resposta é a interpretação: todos nós temos o nosso modo de ver e viver o mundo, uma espécie de “mapa-mundo mental”. Desta forma interpretamos o que nos rodeia de forma intrapessoal e esta pode ser a primeira barreira e obstáculo a contornar quando comunicamos.

Qual será a melhor forma de comunicar e interpretar do outro?
Será necessário adquirir este conhecimento à medida que se escuta ativamente, e através da gestão empática e emocional da nossa comunicação.

Um grande fator de risco é a linguagem não verbal: comunicamos mais com o corpo do que com a voz no ato da comunicação. Que fisiologia adotamos quando conversamos? Que gestos são utilizados? O olhar é direto e o sorriso é aberto? Qual é o tom de voz que utilizo?
Manifestar comportamentos negativos, verbais, (sarcasmo, críticas, tom de voz alto), e não-verbais (linguagem corporal de afastamento), prejudica a boa fluidez numa comunicação.

Por fim, a falta de coerência no tema ou conteúdo da mensagem também é um alvo da intenção de comunicar bem e assertivamente. Qual o poder de argumentação que possui? Como contornar obstáculos pessoais? Como se deve estruturar o discurso?

Então é importante desenvolver uma comunicação positiva no relacionamento?
Sim. A melhor forma de construir um argumento é a honestidade: sentimentos, emoções. Ser autêntico ajuda a construir a confiança para estabelecer bons relacionamentos, sejam eles sociais, pessoais ou profissionais.

Também é importante potenciar a negociação ou gestão de opiniões, mantendo o nível de confiança, o tempo para o diálogo, e a assertividade no discurso verbal e na linguagem não-verbal, incluindo afirmações e fisiologia positivas.

Então como podemos melhorar a comunicação no relacionamento?
1.  Confirmar se a mensagem foi bem interpretada pelo outro;
2. Mostrar interesse na resposta, escutar ativamente o outro;
3. Focar na solução e procura de resoluções de possíveis problemas;
4. Gerir as próprias emoções e partilhar com o outro;
5: Cuidar de si próprio é o primeiro passo, depois cuidar da relação;
6: Depois da expressão emocional, é necessário pragmatismo e positivismo na forma como se gere uma relação;
7: Procurar realizar tarefas em conjunto, construírem planos de ação conjuntos e com propósitos idênticos;
8: Assertividade do relacionamento: que objetivos têm em comum? Que dinâmicas são benéficas para ambos? Como superar adversidades?

Agora é hora de autoavaliar-se: qual é o estado da sua relação?

Tenha em conta a sua saúde mental e emocional quando inicia ou mantém um relacionamento. Muitas vezes abafamos interesses pessoais em prol de uma relação tóxica ou menos benéfica. Procurar a razão desta inércia é o primeiro passo, seja por falta de autoestima ou receio da solidão. Em último caso, deverá procurar sempre ajuda profissional para melhorar a sua relação.

Sejam felizes!

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Sandra Pereira
Sandra Pereirahttps://www.sandrapereiracoaching.blogspot.com
Olá sou a Sandra. Adoro escrever e por isso publiquei o meu primeiro “filho” há 3 anos: Contos Metafóricos – um compêndio de pequenas histórias, onde o objetivo é educar as emoções de jovens e adultos. Sou Life Coach; Formadora de Gestão Emocional; escritora e uma apaixonada por plantas e por gastronomia.

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