A Gravidez

Por Carolina

A Gravidez

    Então, descobriste que estás grávida, depois da confirmação. E a primeira coisa que fazes é marcar a consulta no obstetra ou na tua ginecologista. Certamente de que vais muito ansiosa e, por vezes, o que ouves do outro lado é:” – Descobriu muito cedo, vamos lá ver se é uma gravidez que vai avante”. 

Mas está uma mulher contente e ansiosa por estar grávida, para o próprio médico dizer que não convém ficar muito contente. Isto porque existe a probabilidade de o bebé não “vingar” ou de perder o bebé, é mesmo isto que deverias ouvir no consultório? Então, claro que sabes que no início da gravidez tens de ter muito cuidado. Afinal é por isso que não se conta nada a ninguém nos primeiros 3 meses. Aliás, não precisas que a médica ou médico te relembrem da fase delicada em que estás e a ansiedade que te vai causar não vai ajudar nada.

    No entanto, depois de passares os três meses em “pezinhos de lã” quase, finalmente podes explodir e contar a toda gente. Certamente que inclusive nas redes sociais e dizer que vem aí um “rebento” ou como chamámos cá em casa o “fetuccini”. Assim, as tuas preocupações passam a ser diversas e em simultâneo, nome do bebé, sexo do bebé, se vai ser parecido contigo ou com o pai. Certamente que também te vais preocupar com o enxoval do bebé, se estás a ganhar muito peso ou não. Aliás, vais precisar de te concentrar-te para não ter desejo de ir ao sushi (dizem que as grávidas não podem ir), pintar o escritório que vai ser o quarto do bebé e muitas outras preocupações. 

    No entanto, no meio das análises, ecografias, consultas que tens de fazer lá te lembras que agora já podes escolher o hospital onde vais ter o bebé. Independentemente da tua área de residência (sabias?). Mas ao tentar decidir em que hospital e qual o critério para a escolha pensas:

”- Bom, bom, era podermos visitar a maternidade”. 

Aliás,  podes, podes visitar as maternidades para poderes escolher melhor e fazer todas as perguntas que quiseres. Assim, aproveitas e ainda e pensas em como gostaríamos que fosse o vosso parto, ou o parto ideal. Então, chegas à conclusão que só não queres dor, nem sofrimento. Afinal ouves tantas histórias horríveis de sofrimento que não queres uma dessas para vocês, como evitar isso? 

    Certamente de que através da informação baseada em evidências científicas, já existem algumas fontes de confiança. Assim, depois disso pensas naquilo que queres para ti e escreves num Plano para o Parto. Aliás, podes enviar o documento com antecedência para o hospital. Também podes entregar ao profissional que vai estar convosco no dia ou entregar no próprio dia à equipa que estiver de serviço. 

   Depois deste caminho todo e do bebé nascer descobres outra coisa… Então, para além de ser importante estares informada de todos os procedimentos médicos que fazem durante a gravidez, no parto e no pós parto a ti, que és mãe e ao teu bebé, é importante seres respeitada. Também é importante estares informada pela equipa médica e consultada, todos os procedimentos têm de ser consentidos. 

Sem dúvida de que nós, mulheres, temos de dar permissão antes de qualquer acção dos profissionais sobre o nosso corpo. Alias, até mesmo sobre o nosso bebé, sobre o teu corpo e o teu bebé. 

Aliás, como se diz por aí: “ É o meu corpo, meu bebé e as minhas escolhas”.

Fontes para informação baseada em evidências científicas:

– https://portugal.cochrane.org

– http://www.associacaogravidezeparto.pt/

– https://www.who.int/eportuguese/publications/pt/

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