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Birras, para que te quero?

Birras para que te quero

Por Rita Pires Pereira

Birra, para que te quero? 

Quem tem filhos com 2/3 anos entende bem do que falo! Birras e mais birras, daquelas contagiosas pois quando damos conta, também já estamos envolvidos nela e a fazer o mesmo que eles… 

  • Como controlar isso? 

Só quem passa por elas… e não me venham dizer que os culpados são os pais daquele ser pequenito porque é mesmo feitio, defeito, sei lá… está a criar-se! Em algumas crianças este período é mesmo crítico, diário, consequente… noutras é mais espaçado e as birras acontecem menos vezes, mas a verdade é que acontecem! 

Algumas crianças fazem birra aos olhos de todos, outras apenas quando ninguém está a ver e é um anjinho aos olhos dos outros… 

Não se trata de má educação, nem de passividade dos pais, mas sim de uma auto-afirmação da criança enquanto pessoa que se está a formar. Ela ainda não sabe gerir as suas emoções e por isso não compreende o que sente. A nós, Pais, cabe a tarefa de os ajudar a lidar com isso. 

Existem algumas estratégias que podemos utilizar, mas como tudo, precisam ser treinadas e não é logo na primeira tentativa que obtemos resultados… por isso não desistam à primeira! 

  • 1 – Explorar sentimentos, vão contando histórias sobre as emoções, mostrem como são e como se fazem sentir. Usem imagens, cores, sons! 
  • 2 – Falem com a criança em voz baixa! Não levantem a vossa voz apenas por eles estarem a gritar. Grito gera grito! Calma gera calma! 
  • 3 – Desviem o assunto! Se a criança faz birra porque quer vestir saia e não calças, tentem mudar o assunto e chamar a sua atenção para outra coisa, inventem conversas, digam-lhe que hoje está um lindo dia e que as vão buscar mais cedo à escola. Pode ser que resulte! 

Há que dar tempo ao tempo. A nossa paciência e tolerância também tem de ser treinada, para que possamos ter sucesso a contrariar uma birra! Se estivermos com birra como vamos conseguir travar a deles? 

Dizem por aí que as birras tornam as crianças “seres irritantes” e fora de si, mas quando apontarem o dedo a esse ser, lembrem-se que não sabem o que se passa! Quem não vive a maternidade, pensa: “Sabem sim! Fazem de propósito apenas para chamar a atenção, são mal- educados é o que é…” 

Agora, respondamos assim: “Sou Mãe, educo o meu filho tão bem quanto posso e sei e a verdade é que ele faz tanta birra que me deixa a deitar fumo pelo nariz…” E agora? Estarei eu a errar? Em quê? 

Concluamos: 

  • Birras são afirmações de personalidade, formação de caracter. Têm de existir! A nossa função é trabalhá-las para que se adaptem e compreendam! 
  • Quando estiverem a rebentar por dentro com os gritos que eles fazem, respirem fundo e afirmem: “É só uma fase, vai melhorar! Daqui a 5minutos já passou…” 
  • Acredito que uma criança com 6/7anos faça algumas birras chantageosas, mas não é mal geral… 

Antes de julgarem uma Mãe, um Pai ou até uma Avó que acompanha a criança quando ela se estica e esperneia no chão do supermercado, olhem aquele adulto como alguém Super corajoso que enfrenta olhares alheios e ainda tem de lidar com aquele momento “especial”… Sabe-se lá, o que lhe vai na alma… 

A ideia é que os Pais se ajudem entre si e não que se critiquem. Todos passámos por estas fases menos boas, mas alguns não se lembram. 

A criança deve ser criança e o adulto, o pilar para que possa apoiar o seu crescimento. Não tenhamos pressa… 

Tu, enquanto adulto, já fizeste birra num dia mau? Aposto que sim! 

Então porque não pode o teu filho ou filho dos outros fazer? 

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